Eu nunca preguei sobre libertação como quem fala de um assunto especial, reservado para uma campanha ou para uma noite diferente. Para mim, Jesus está sempre libertando. Onde ele chega, as correntes caem. Onde a sua palavra é anunciada, alguma porta de prisão se abre. Por isso este livro tem um nome que é quase uma ordem: liberte-se.
Ele nasceu de ministrações que preguei na IBRC Pelotas, em cultos de domingo, cultos de ceia e transmissões ao vivo. Não foram pregações planejadas como uma série. Em várias delas, como eu conto nas próximas páginas, a palavra chegou de manhã, ainda na cama, e eu simplesmente obedeci. Quando juntamos esse material, percebemos que havia um fio passando por todas: Deus nos criou para sermos livres e limpos diante dele, e tudo o que nos prende ou nos suja pode ser vencido em Cristo.
Repare que eu falei de duas coisas: liberdade e limpeza. Elas andam juntas na Bíblia. O povo de Israel saiu do Egito, mas o Egito precisava sair do coração do povo. Lázaro saiu do túmulo, mas ainda estava amarrado com as faixas da morte. A mulher samaritana tinha sede, mas antes de beber precisava ser vista por inteiro. Não basta abrir a porta da cela. É preciso tirar as ataduras, lavar a consciência, derrubar os ídolos que ocupam o lugar de Deus e voltar todos os dias à fonte.
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